Com trintas ja me sinto às vezes da "idade da pedra", mas é bom sinal acho, é sinal que ja vi e vivi muitas coisas diferentes, que evolui e vi o mundo evoluir, que acampanhei e ainda cá estou para contar isso e escrever isto!
E ao ler o texto anterior, lembrei-me de algo que vi deve fazer uns 4 ou 5 anos pelo menos - e vi repetidas vezes.
Quando morava em Queluz, de manha fazia um trajecto de carro frequentemente pelos Bombeiros de Queluz. Passava por por volta das 08h30/09h00 por uma escola e um lar.
Todas as vezes que la passei via um casal, nos seus setentas ou oitentas, a andarem de fato de treino e tenis, apressados diria, mas sempre de mãos dadas! Pensava sempre nas suas vidas, imaginava as histórias que teriam para contar, o que ja teriam vivido e imaginava que provavelmente "no tempo deles" nunca aquela estrada ficaria repleta de carros em "ponto-morto".

Imaginava também o que os uniria, os sentimentos que nutriam um pelo outro a ponto de caminharem (não em passeio mas em estilo de jogging) de mãos dadas, e imaginava (entenda-se desejava) que um dia eu pudesse ser aquela senhora e fosse assim...não digo andar logo pelas 09h00 da manha, com um frio de rachar, na rua, de fato de treino e tenis e de mão dada, não, os tempos serão outros :-)
... mas imaginava se com aquela idade iria sentir-me assim como aparentavam sentir-se, bem, leves, felizes... com uma pessoa ao meu lado que me desse a mão, sempre...sem a largar nunca! Deve ser tão bom! Jánão se vê nada assim, pelo menos com frequência. Nunca mais os esqueci e relembro-os com frequência...espero continuem a andar...de mãos dadas!